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A Educação como Mediação de Transformação da Sociedade

A Escola como Agente Mediador de Transformações na Sociedade

“A mudança não virá se esperarmos por outra pessoa ou outros tempos. Nós somos aqueles por quem estávamos esperando. Nós somos a mudança que procuramos” (Barack Obama)

As Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei de nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, preconiza no seu artigo 1º, que “a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”, neste contexto de formação, a escola tem o papel de formar, capacitar cada indivíduo numa perspectiva integral de desenvolvimento.

Corroborando esse sentido de educação, Carlos Cipriano Luckesi, quando discorre sobre as três tendências filosóficas de interpretação da educação, enfatiza que, a tendência transformadora, não se sujeita nem reproduz a sociedade, mas a utiliza como meio para produzir outro projeto de sociedade, visando uma transformação social. Concebe a educação dentro da sociedade, com seus determinantes e condicionantes para neles intervir e, por conseguinte modificá-la.

Para atender a esse apelo transformador da educação, é imprescindível que escola redimensione a sua pretensão pedagógica, reelabore suas ações, tendo clareza de seus componentes curriculares, de sua proposta filosófica e pedagógica, de seu sistema avaliativo no processo de ensino e de aprendizagem, firmando o propósito de agir e refletir na e sobre a realidade. Pois, retomando um pensamento de Paulo Freire, se o propósito da educação é de fato com o homem concreto, com a luta por sua humanização, com sua libertação, essa não poderá prescindir da ciência nem da tecnologia.

Estes elementos: realidade, ciência e tecnologia, são fundamentais na construção de um universo educativo, que possibilite uma participação consciente do educando e do educador, buscando superar os processos de alienação por meio do despertar da criticidade e da expansão da consciência individual, social e coletiva, numa perspectiva dialógica e dialética de construção do conhecimento. Instaurando um novo discurso, uma nova visão de mundo, rumo a uma sociedade que seja mais justa, empática com equidade nas relações e nas oportunidades, em que cada pessoa possa ser sujeito, protagonista em seu processo de formação, desenvolvimento e na construção de sua história.

 “A transformação da educação não pode antecipar-se à transformação da sociedade, mas esta transformação necessita da educação” (1991, p. 84).

Prof. MSc. Samuel J. Messias

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